sábado, 12 de maio de 2012

A mãe da Mari


Era uma vez, uma mulher, casada e com dois filhos. O primogenito tinha 11 anos e o mais novo 8. Essa mulher, aos 38 anos,  sem querer  (poder) querendo engravidou novamente e 8meses depois eu nasci (sim, eu nasci adiantada, era para eu ser ariana, mas prefeiri ser psciana)
História bonita não? Parece normal eu sei, mas eu te contar que essa mulher que eu chamo de mãe tem super poderes, você acreditará?
Pois bem, pode estar o dia mais bonito do ano, se ela disser que vai chover, tenha certeza: choverá (eu sempre me ferro por pensar que ela vai errar). Pode estar o sol que estiver, se ela disser: “leeeve blusa menina”, tenha certeza que pode cair até neve do céu.
Mas essas previsões não são apenas com a meteorologia não. Ela sabe se o meu namoro vai dar certo ou não, se o que vou comer na rua fará mal e até mesmo se vou conseguir superar minha nota na faculdade.
Mas além destes poderes, ela tem o dom do delay. Para quem não sabe, delay é uma palavra em inglês e significa atraso. Esse efeito muito utilizado por guitarristas em pedaleiras, faz com que o som chegue com um certo atraso e através de um bom equipamento, va-se controlando a repetição. Pois bem, ela diz algo que não me agrada, eu finjo não ouvir, mas mesmo com atraso aquilo vai econado em minha mente eo eco não para. Sua voz não sai do pensamento e mesmo se fosse dar certo aquilo que voce pretendia, toda aquela voz chegando com atraso e eco em sua mente já ferrou todos os planos.
Enfim, ele vence qualquer super herói, afinal, já derrubou várias correntes do mal em minha vida e na vida dos meus irmãos, já nos curou e também já foi curada, enfim, já venceu muitas batalhas na vida e sempre reergue-se com um lindo sorriso e um brilho diferente em seus olhos verdes.
Ela viveu 60 anos em função de si própria e sem dúvida 60 anos em função dos filhos, pois, tudo que pode nos passar hoje decorre de muito que aprendeu ontem.
Portanto, cada vez que me  perguntam o que minha mãe representa para mim, eu posso, sem dúvida dizer: A heroina, aquela que advinha das coisas, me previne do mal e me protege quando necessário.

Wesley ensinando o caminho

Clique na imagem ou aqui  para ouvir
Edição: Julio Stevanelli
Twitter: @jstevanelli

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cômodo do conhecimento, Castelo na Mente


Certa vez uma menina curiosa sonhou em ser palhaça. Ela tinha vontade vontade de vestir um nariz vermelho, mas ser algo a mais daquilo que já  conhecia. Essa menina conheceu um palhaço que a convidou para vestir o nariz vermelho com ele. A primeira vez não deu muito certo, mas na segunda ela foi e conseguiu.

Em meados de 2006 a menina que sonhava encontrou-se na realidade dos palhaços. O tempo foi passando e ela se aperfeiçoando.

Seu signo é peixes e como consequencia seu defeito é a insegurança. Esse defeito fez com que várias pedras surgissem no caminho de sua imaginação, mas seguindo o conselho de Fernando Pessoa, com essas pedras ela construiu um imenso castelo.

Nesse castelo várias idéias foram abrigadas. Vários comodos construidos e um deles foi especialmente reservado para o conhecimento.

Em abril de 2012 um novo morador chegou no castelo para aconchegar-se no doce canto do conhecimento. De porte médio, vermelho com detalhes brancos, histórias e uma boa teoria ele encantou a todos.

Novo Morador
Quem o enviou para o castelo foi Morgana Masetti, também autora do morador Soluções de Palhaços – Transformações na realidade hospitalar, que conta do encontro entre e palhaço e criança no ambiente hospitalar.

Pois bem, voltemos a falar deste novo morador. Ao chegar ele pegou muitos de surpresa, pois antes era conhecido pelo nome de Boas Misturas.

Além de um novo nome, ele trouxe um extenso conhecimento da autora sobre humanização hospitalar e também sobre a percepção e conhecimento dentro de um ambiente frio como o hospital.

Ao recebe-lo, a menina foi aos poucos inserindo-o em meu castelo e a cada palavra de Morgana, ela pode visualisar-se. Hora como palhaça de hospital que precisa deuma boa percepção para atuação, hora como filha e neta de pacientes que já permaneceram naquele ambiente.

Agora, Em cada visita que faz ao comodo do conhecimento no castelo em que construi em sua  mente, entra uma subjetividade humana incrivel, presente naquele médico mais “turrão” e que aos poucos sede um sorriso e também nos nos outros profissionais, que assim como pacientes e acompanhantes, merecem o calor de um sorriso diante de tanto gelo presente em um único lugar.

Ela encontrou o  pai que permitiu que o filho fechasse eternamento os olhos para esta vida e também o Doutor da Alegria que o visitou nesta visita. Encontrou momentos parecidos com os que já viveu contados por uma autora sensível, que conseguiu coloca-la em ambos os lados da história.

Essa menina chama-se Mariane Mirandola. As vezes transforma-se em Dra. Churaskinho e o cômodo que construiu no castelo do conhecimento construido  em sua mente com as pedras da insegurança, sem dúvida, esta sendo utilizado a cada encontro com médico, enfermeiro, copeiro e paciente.

Em seu sonho real de palhaço, ela pode perceber a importancia de muitos detalhes para quem a vê atuando e com certeza seu nariz de palhaço e olhar de voluntária Anjo da Alegria brilhará mais forte com o conhecimento adquirido.

O seu castelo esta crescendo e diante deste fato, ela indica, que o todos construam comodos de conhecimento em suas mentes. As mais aflitas podem encontrar o alivio e as tranquilas um motivo a mais para continuar batalhando....



Se acaso você desejar transformar-se também e encontrar com esses personagens reais, pode adquirir o livro clicando aqui.
Morgana Masetti também tem um blog, encontre-se com ela no endereço  www.eticadoencontro.com

domingo, 25 de março de 2012

Nunca acredite em um cobrador de ônibus.


Isso aliena mesmo!
(Peripécias da Mari)

Domingo,25 de março, às 6 da manhã o celular despertou. Levantei. Tomei café. Me aprontei e fui para o ponto (de ônibus). Fretado para Campinas chegou às 07. Passamos por Nova Odessa e Sumaré e em questão de 50 min chegamos a cidade cenário desta história.
8h perguntei à tia do EMDEC qual o melhor onibus para chegar no local desejado, e ela respondeu:
“Olha, você ali e pega o onibus”.
Sim, ajudou muito esta informação completa, mas por questão de segurança resolvi questionar:
“Ali onde?”
A vá, né?

“Vamos moça, que eu te mostro” – repateu com toooooooooooooda vontade do mundo.
“É ali, você sai, vira a esquerda, ao lado do semáforo e espero pelo ônibus X” – afirmou
“Ok – obrigada. Bom dia pra senhora viu?” – insisti na educação
“Hunf” –  Resposta mais deseja em um domingo de manhã, que ela me deu.
Estou eu no ponto. Entre gente, sai gente e nada do ônibus X. Passa otempo, 10 min, 20, 30, 1 hora lá e nada. 1 hora e 10 ele chegou. Melhor confirmar né?
“Bom dia cobrador, esse onibus passa no lugar tal, né?” – perguntei
“Opa, passa sim” – respondeu, todo animado
“O senhor me avisa quando tiver chegando, eu não conheço muito bem aqui”
“Moça, me lembra”
“Ok, sento perto do senhor”
O tempo passou mais um pouco. Troquei moedinhas para ele. Conversamos sobre o tempo e quando vejo: Pista errada. Tudo bem, pode ser que tenha algum lugar impedido, ele garantiu que passa no local desejado, mas de repente, tudo mudou. Uma placa à vista: JAGUARIUNA.
Assutei, mas melhor não questionar quando parece já ser tarde. Vi a Maria Fumaça, o pessoal entrando na igreja e a RODIVIÁRIA.
“Moço, acho que o sr me deu informação errada, estamos em Jaguariuna” – cometei
“Ptz é verdade, esqueci de te avisar” – relatou (a vá)
“Como eu poso fazer? Desço aqui ou posso voltar com vocês”? – questionei com cara de piedade
“Volta com a gente”
O tempo passa. O cara da em cima de mim. Me chama para conhecer a cachoeira três corações com ele. Menti dizendo que namoro. Questiona se eu gosto do meu namorado, digo que sim. Ele perde o celular. Outros passageiros entram. A pista esta de volta e de repente Campinas de novo.
“Cobrador, por favor, não esqueça de me avisar o ponto certo” – insisti
“Ok, fique tranquila”.
O tempo passa, passa muito e ele com cara de dúvida. Resolvi testar Murphy e ver se ele realmente estava comigo:
“Cara, você sabe o que esta me dizendo. Sabe onde estamos? Onde eu tenho que dizer? Estou mesmo no onibus certo?”
“Não, não sei” – respondeu na cara de pau.
“Porque você não disse antes, eu descia em outro lugar. Em Campinas eu me viro”. – indaguei.
“Sai perguntando para o pessoa ai, veja se eles não conhecem o caminho que você quer. Mas você é tão bacana, me passa seu telefone, deixa eu te ligar” – respondeu
(Pensamento já estava em só uma sigla F.D.P)
“Não, vou esperar e desço no centro” – respondi
Mas, como em todos os lugar existem Anjos, eis que apareceu. Uma moça loira, de óculos de sol e roupa branca. Tive a impressão, que ao passar a roleta e ela me olhou. Na verdade era impossivel não olhar para mim, pois com o onibus quase vazio, eu estava em  pé, com o bumbum doendo de tanto viajar. Mas, antes que ela passasse, questionei,
“Moça, como eu faço para chegar no local x”?
“A, estou indo para lá agora” – iluminadamente respondeu
“Jura? Se importa se eu te seguir?”
“Magina, vamos lá, mas você terá que pegar outro onibus”.
Descemos e o cobrador gritou:
“Não vai passar seu telefone?”
Paciencia tem limite, então eu disse:
“Como você quer me ligar, se não sabe ao menos onde esta?”
Todos riram, inclusive eu.
Chegamos no ponto certo. Ai descobri, pegueio onibus verde, com a numeração certa. Mas o correto era subir no vermelho e ao contrário do que a tia de “bom humor” me disse pela manhã, o ponto não era ali, era na próxima esquerda.
Tudo deu certo. Cheguei as 11h30min em um compromisso que era para ter chego às 9. Serei zuada eternamente pela minha familia, amigos e agora leitores deste post.

Após as entrevista, consegui uma (SANTA) carona para rodoviária. No guichê  a moça disse:
“O onibus sai em 6, agora 5 min.”
Sim, eu corri. O motorista estava tão bem humorado que quase não deixa eu entrar, mas cheguei sã e salva.
Portando,cuidado, o cobrador pode querer que você entre no ônibus apenas para te sacanear.
Talvez tenham me achado com cara de palhaça ;)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Rádio Nothus

Galera, segue o rádio jornal, gravado final de 2011 como trabalho final da disciplina rádio jornalismo. Gabriel Santana e Mariane Montedori foram os locutores, Daniela Bin Jaqueline Rui Lopes e Mariane Mirandola (vulgo eu) repórteres e Jaqueline Rui Lopes ocupou-se também do cargo de Editora-Chefe.
O programa foi gravado no Estúdio da Universidade Paulista - UNIP e teve como editor de audio Marcus Alexandre Tomaz, o Tio Sundown rs.
Para ouvir, basta clicar na imagem abaixo.

Espero que gostem.
Abraços.